A divisão parece racional. Uma agência cuida da marca, um estúdio desenha a interface, uma fábrica escreve o código. Cada um faz o que sabe, e o orçamento fica transparente.
O problema não está em nenhuma das três contas. Está no espaço entre elas.
O custo aparece na tradução
A agência entrega um manual com uma paleta de doze cores e duas fontes. O estúdio de interface descobre que a fonte não tem peso médio, que a cor de destaque não passa em contraste sobre o fundo escolhido, e resolve isso sozinho, sem consultar ninguém.
A fábrica recebe telas em formato de imagem, precisa inventar os estados que não foram desenhados, e escolhe o que for mais rápido de programar. Ninguém errou. E mesmo assim o produto final não se parece com a decisão inicial.
Quem paga a conta da integração
Você. Em reunião de alinhamento, em retrabalho e, principalmente, em decisão tomada por quem tinha menos contexto e mais pressa de prazo.
Essa conta raramente entra na planilha de comparação, porque não vem em forma de nota fiscal.
Quando separar faz sentido
Quando o volume é grande o bastante para justificar um time interno que faça a costura. Empresa com produto maduro e diretor de design próprio consegue coordenar três fornecedores muito bem, porque tem alguém em tempo integral segurando a coerência.
Sem essa pessoa, a coerência simplesmente não existe. Ela não emerge de contrato, emerge de alguém decidindo.