O que a gente defende, mesmo quando dá trabalho
Nenhuma dessas posições é grátis. Todas custam prazo, dinheiro ou conversa difícil em algum momento do projeto.
Nãoexistedetalhepequeno.Existedetalhequeninguémtevetempodedecidir.
- 01
Detalhe não é acabamento, é o produto
A curva de uma transição, o espaço entre um rótulo e o campo, o texto de um estado de erro. Ninguém elogia essas coisas quando estão certas, mas todo mundo sente quando estão erradas. É a soma delas que separa um produto que parece caro de um que parece improvisado.
- 02
Restrição produz coerência, gosto não
Um sistema com treze valores de espaçamento e uma escala de tipos fechada toma decisões melhores que um designer inspirado num dia ruim. A restrição não limita o resultado, ela garante que a centésima tela pareça irmã da primeira.
- 03
Performance é decisão de design
Uma fonte a mais, uma biblioteca de animação pesada, uma imagem não otimizada. Cada uma dessas é uma escolha estética que vira meio segundo de espera, e meio segundo de espera é a única parte do design que o usuário mede conscientemente.
- 04
Acessibilidade não é uma etapa
Contraste, foco visível e navegação por teclado entram no primeiro desenho ou não entram nunca, porque virar um produto pronto do avesso custa mais que refazer. E é o tipo de dívida que só aparece quando alguém já ficou de fora.
- 05
O código fica com quem paga
Repositório, domínio e deploy no nome do cliente desde o primeiro dia. Fornecedor que segura o acesso está vendendo dependência, não trabalho, e isso envenena a relação bem antes do fim do contrato.
- 06
Dizer não faz parte da entrega
Metade do valor de um estúdio está no que ele convence o cliente a não construir. Funcionalidade que ninguém vai usar custa duas vezes: uma para fazer e outra para manter viva pelos próximos anos.